Teresa Guilherme marcou presença no programa “The Leite Show” e em conversa com Flávio Furtado recordou a desilusão que sentiu ao perder três milhões de euros aquando do colapso do BES. A apresentadora confessou que teve de reduzir despesas.
Teresa Guilherme aceitou o convite de Flávio Furtado para marcar presença no programa “The Leite Show”, que o apresentador e comentador conduz e que é transmitido em plataforma digitais.
No decorrer da entrevista, a veterana apresentadora foi questionada sobre qual a maior traição que já teria sofrido por parte de um colega no mundo televisivo.
Teresa Guilherme, atualmente com 71 anos, recusou dizer nomes e explicou depois de ter perdido milhões de euros devido ao caso BES passou a relativizar todas as traições que sofreu ao longo da vida.
“Quando te acontece uma coisa como me aconteceu no BES, a desilusão de confiares… aí já foi uma instituição, um banco, de repente a tua vida muda – tudo fica relativo”, começou por referir.
“Mudou assim tanto?”, quis saber Flávio Furtado. “Mudou, mudou”, garantiu a apresentadora.
“Esses três milhões [de euros] fizeram assim tanta falta?”, insistiu o comentador dos reality shows da TVI.
“Na altura não, quando aconteceu não. Foi muito mais a desilusão. Ficas zangada contigo, ninguém te obrigou a meter dinheiro num banco”, respondeu a comunicadora, que diz apenas ter sentido o quanto esse dinheiro lhe fez falta bastante tempo depois.
“A partir daí estás sempre a confrontar-te com: não posso comprar isto, pois, não tenho aquele dinheiro. Se tivesse aquele dinheiro… O que é que eu tive de fazer? Reduzir as minhas despesas.”
Teresa Guilherme referiu ainda o que “correu bem” em todo o processo, ou que fez com que a sua situação financeira nao ficasse pior, foi o facto de não ter qualquer empréstimo.
“Redimensionei a minha vida”, confessou ainda, dando conta de que passou a ponderar se pode ou não fazer viagens, onde fica hospedada e que gastos pode ou não fazer
Recorde-se que o colapso do Banco Espírito Santo (BES) que afetou Teresa Guilherme ocorreu em 2014. Provocado por uma gestão ruinosa, ocultação de dívidas massivas e manipulação de contas, é considerado o maior desastre financeiro dos últimos anos em Portugal.


