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Sarmento vê no reforço da Defesa oportunidade para a UE fortalecer o euro

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O ministro das Finanças defendeu hoje que o reforço das capacidades de segurança da União Europeia representa uma oportunidade para os países europeus fortalecerem o papel da moeda única, partilhada por 21 dos 27 Estados-membros.

Joaquim Miranda Sarmento falava no encerramento da conferência “Encontros fora da Caixa”, organizada pela Caixa Geral de Depósitos (CGD) na Culturgest, em Lisboa, onde salientou a necessidade de os países apostarem no euro enquanto divisa internacional.

Lembrando que em Portugal a despesa em defesa atingiu 2% do produto interno bruto (PIB) em 2025, o ministro referiu-se a este crescimento como “uma oportunidade de industrialização” e “uma necessidade de segurança do nosso território, incluindo o território marítimo e aéreo”.

De seguida, fez uma ponte entre este reforço a nível europeu e a necessidade que considera existir em aproveitar esse momento para a Europa fortalecer a moeda única.

“A União Europeia tem uma enorme oportunidade de reforçar o papel do euro face ao dólar e uma das vertentes é exatamente reforçar as suas capacidades de segurança e defesa”, afirmou.

Durante o discurso, Joaquim Miranda Sarmento considerou ainda que o setor bancário português é um dos fatores de “sucesso da economia portuguesa”, fazendo um contraponto como o que se verificava “há 15 anos”.

“Hoje, temos dos bancos com maior rentabilidade e maior capital da zona euro – aliás, a Caixa é, dos bancos supervisionados pelo BCE, o que tem o maior Tier 1 [rácio de solvabilidade] – e, portanto, o setor bancário tem hoje a capacidade de financiar a economia e de aguentar choques externos que possam ocorrer”, afirmou.

Miranda Sarmento admitiu que o Governo tem “perfeita noção” dos “constrangimentos que a economia” portuguesa ainda enfrenta.

Na leitura do ministro das Finanças, esses desafios compreendem, por um lado, o capital humano, a burocracia, os custos de contexto, o mercado de trabalho e apoios sociais, e, por outro, a justiça tributária, fatores de inovação, a baixa dimensão e capitalização das empresas, bem como uma despesa pública “ainda elevada”.

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